Perguntas frequentes


SOBRE O PROJETO


Qual é a meta do DO PASTO AO PRATO?

Nosso sonho é construir ferramentas que revelem de onde vem a sua comida, e, por meio de iniciativas colaborativas, melhorar a transparência das cadeias de abastecimento no Brasil e no mundo.

Dispondo de mais informações, setores privados, públicos e da sociedade civil poderão desenhar ações e intervenções mais efetivas. Construiremos juntos uma cadeia de alimentos mais ética e sustentável.

Como funciona o aplicativo?

O aplicativo DO PASTO AO PRATO é uma ferramenta de transparência e um projeto de ciência cidadã.
Ao digitar o código contido no selo de um produto de carne no supermercado você:

  • recebe informações sobre a origem daquele produto e indicadores sobre as práticas associadas à empresa ou à sua área de atuação, tornando-se um consumidor mais capacitado a fazer escolhas sobre os melhores produtos de acordo com nossos indicadores socioambientalmente responsáveis;
  • contribui para melhorar a transparência no setor, ajudando a conectar o vendedor final da carne que foi vendida até o ponto original de sua produção.

  • Estas informações são importantes para:

  • esclarecer ao consumidor os impactos negativos que produtos de carne trazem consigo desde sua produção até chegarem às prateleiras do mercado;
  • aumentar a responsabilidade de varejistas e frigoríficos sobre a carne que comercializam.
  • Por que a transparência na cadeia produtiva da carne é relevante?

    De onde vem a carne que você come?
    O setor da pecuária ainda é culpado pelo desmatamento, queimadas, trabalho escravo e casos de má higiene e bem estar animal.
    Estes danos são escondidos do consumidor por cadeias de abastecimento complexas, impedindo o avanço de um consumo mais consciente e um setor mais sustentável.
    O aplicativo DO PASTO AO PRATO resolve esta falta de transparência, de duas maneiras:

    1. O aplicativo disponibiliza informação sobre a origem e impacto do produto ao consumidor, apoiando escolhas informadas na ponta de compra.
    2. O uso do aplicativo gera um banco de dados públicos sobre o fluxo de produtos dentro do país, da origem até a ponta de venda.

    Como baixar o aplicativo?

    O aplicativo pode ser obtido para

  • Android no link
  • Ou em breve na Apple Store no link [].
  • Como serão usados os dados coletados?

    DO PASTO AO PRATO é, acima de tudo, uma iniciativa de transparência.

    Os dados gerados pelos usuários do aplicativo sobre a cadeia de abastecimento, conectando a origem da produção até os pontos de venda, serão divulgados no website do projeto: https://dopastoaoprato.com.br.

    Os dados disponibilizados pelo aplicativo irão informar pesquisas sobre como os produtos com alto impacto socioambiental se propagam nas cadeias de abastecimento em todo o país, e facilitarão iniciativas sustentáveis de engajamento com redes de supermercados e o setor de pecuária.

    DO PASTO AO PRATO é colaborativo. Sabemos que a formação de um banco de dados inédito, conectando o local de produção ao ponto de venda, só seria possível com a participação de muitos colaboradores. Queremos que esse reconhecimento seja passado para os produtos gerados com essa base de dados. No futuro contactaremos, por email, os colaboradores ativos quanto à sua intenção em ser citado como autor da base de dados, para que possamos citá-los devidamente nos produtos derivados dessas informações.

    Os dados dos usuários estarão protegidos?

    Como descrito em nossa política de privacidade, DO PASTO AO PRATO é um aplicativo sem fins lucrativos e garantimos que sua informação pessoal (nome, detalhes de contato) nunca será compartilhada com outros parceiros.

    Os dados sobre o fluxo de produtos (de frigoríficos até prateleiras do mercado) serão publicados de uma maneira agregada, e nunca serão ligados a nenhuma conta ou usuário. Os resultados das análises serão publicados em artigos científicas e na mídia (blogs, jornais).

    Quem é a equipe por trás do aplicativo?

    Este aplicativo foi desenvolvido pela iniciativa Trase

    Trase é composta por uma equipe de cientistas distribuídos em vários países, com o objetivo principal de melhorar a transparência das cadeias alimentares de suprimentos e ajudar consumidores a ampliarem a compreensão do impacto de suas escolhas para o meio ambiente.

    Nós ainda contamos com o apoio da ONG Repórter Brasil, que trabalha com o objetivo de fomentar a reflexão e a ação sobre a violação aos direitos fundamentais dos povos e trabalhadores no país. Também contamos com o apoio da Universidade Católica de Louvain (UCLouvain), na Bélgica, que desenvolve importantes pesquisas sobre o agronegócio sustentável e tópicos relacionados

    Quais são as próximas etapas do projeto?

    O aplicativo vem sendo desenvolvido há meses pela equipe técnica e, em agosto de 2021, a versão beta começou a funcionar, com foco na carne bovina no Brasil.
    Já estamos desenvolvendo uma versão expandida para incluir dados relacionados a frango e porco.
    No futuro, queremos expandir para outros países e produtos, usando o mesmo conceito lançado inicialmente no Brasil.

    Tem ideias ou quer ver outros produtos incluídos no projeto? Envie um email para: dopastoaoprato@trase.earth.


    SOBRE OS INDICADORES


    Quais indicadores estão incluídos?

  • O número de multas pagas pelo frigorífico de onde se origina a carne, aplicadas em razão do desrespeito às normas de higiene e/ou bem-estar animal durante o processamento armazenamento e/ou o abate;
  • A área desmatada na zona de compra (onde eles fornecem gado) dos frigoríficos;
  • A área queimada na zona de compra dos frigoríficos;
  • A ocorrência de trabalho análogo à escravidão na cadeia direta ou indireta dos frigoríficos.

  • Estes indicadores estão descritos abaixo e no manual metodológico do aplicativo, disponível aqui.

    Por que selecionamos esses indicadores?

    Milhões de fazendas e milhares de empresas produzem e processam a carne para o seu consumo todos os dias.

    Embora muitas observem boas práticas sanitárias, ambientais e de bem-estar animal, a pecuária é responsável por 82% do desmatamento da Amazônia e 51% do Cerrado, segundo dados de Mapbiomas, e ainda existem casos de produtores associados a trabalho análogo à escravidão, queimadas e descumprimento das regras sanitárias. No aplicativo, damos transparência a esses impactos.

    A seleção destes indicadores é baseada não só na sua importância, mas também em pesquisas de mercado sobre quais informações os consumidores buscam na hora de fazer escolhas mais conscientes. Na segunda fase do aplicativo, os dados coletados poderão guiar a implementação de novos indicadores que mostrem em mais detalhes as práticas de produção.

    Interessado em outros indicadores? Mande uma mensagem para o email dopastoaoprato@trase.earth.

    Quais são as fontes dos dados exibidos no aplicativo?

    Todos estes dados e o processamento deles são descritos no manual metodológico do aplicativo,
    disponível aqui

    Todos os dados são públicos?

    Sim, o aplicativo somente resume e disponibiliza dados públicos sobre o setor agropecuário brasileiro.

    O que significa a área de desmatamento (ou queimada), em hectares?

    Para calcular a área de desmatamento na zona de compra, associamos a origem do animal com a área de desmatamento nos municípios que fornecem esses animais, exemplificado da seguinte maneira:

    Para dois municípios que negociam com um determinado frigorífico, onde um deles forneceu 75% e o outro 25% dos animais abatidos, tomamos essa proporção para calcular o desmatamento final.
    Nesse caso, considerando que o primeiro município tem um desmatamento para pastagens de 4000 ha e o segundo de 1000 ha, o total de desmatamento associado ao frigorífico no final do processo será de 3250 ha. Como o resultado da aplicação das proporções de produção no desmatamento total que foi convertido em pastagem.

    Assim, frigoríficos que compram animais de municípios com muito desmatamento associado à conversão para pastagens têm uma pontuação maior no ranking, ou seja, uma pior performance no indicador.
    Essas são estimativas de exposição, uma vez que os dados espacialmente explícitos da cadeia de fornecimento de cada frigorífico, ou seja, a localização dos fornecedores, ainda não são publicamente disponíveis. A equipe se compromete a rever os cálculos onde fornecedores possam apresentar melhores práticas de produção em seus fornecedores diretos e indiretos.

    Os dados são referentes a quais anos?

    Os dados cobrem os anos de 2016 até 2019.

    Há normalmente um atraso de um ano na divulgação dos dados oficiais (por exemplo, dados sobre o desmatamento de 2020 serão divulgados no fim de 2021). O aplicativo é uma ferramenta viva - quando dados mais recentes forem disponibilizados atualizaremos as informações do aplicativo.


    Alguma outra dúvida?

    Fale conosco através do app ou por email em dopastoaoprato@trase.earth.